Criadores e fãs comemoram seus programas preferidos no Festival de Podcasts do Spotify em São Paulo.

Criadores e fãs comemoram seus programas preferidos no Festival de Podcasts do Spotify em São Paulo.

Neste fim de semana, grandes nomes da podosfera brasileira irão se reunir para celebrar a arte de contar histórias no Spotify Podcast Festival.  O Brasil é o nosso segundo maior mercado de podcasts, tanto em termos de ouvintes quanto de criadores, e está recheado de pessoas talentosas que usam essa mídia para se conectar com os outros, compartilhar histórias e inventar outras tantas mais. 

O festival permitirá que criadores e fãs se conectem de forma especial. Os talentos dos programas Originais e Exclusivos Spotify, como Mano a Mano, É nóia minha? e Para dar nome às coisas irão apresentar sessões ao vivo, ao lado de outros grandes nomes da podosfera como  Um Milkshake Chamado Wanda, Modus Operandi, Bom dia, Obvious, Nerdcast, PODDELAS, gostosas também choram com lela brandão, Os Sócios, Inteligência Ltda. e TICARACATICAST

O Spotify também se uniu aos criadores dos Café da Manhã, PeeWeeCast, Thais Galassi e Madame Broona do Horoscopinho Semanal para trazer sessões bônus para os fãs, apresentando novas experiências que vão além de só escutar os podcasts. 

O “For the Record” conversou com Natália Sousa e Mabê Bonafé – duas criadoras de podcasts que estão participando do festival – para saber mais sobre seus shows e o que mais esperam para este fim de semana.

Natália é jornalista, escritora, roteirista e a mente criativa por trás do Para Dar Nome às Coisas. Em seu programa, ela compartilha histórias honestas sobre medo, fracasso, coragem, recomeço, dor e muito mais.

Mabê é roteirista, escritora e co-apresentadora do podcast Modus Operandi. O programa sobre casos sobrenaturais, que ela apresenta com Carol Moreira, investiga histórias sobre crimes, serial killers e casos sobrenaturais.

Como surgiu a ideia do podcast? 

Natália Sousa

Natália:  A ideia do podcast começou num churrasco  de Carnaval. Um amigo meu de infância sugeriu que eu fizesse e a minha namorada, que faz identidade visual gostou da ideia também, e começamos a estruturar. O curioso é que naquela mesma semana eu tinha fracassado numa leitura de algo que escrevi, então eu fiz um episódio sobre fracasso. Aí o podcast começou a crescer de um jeito muito maluco. E desde o primeiro dia eu entendi que as pessoas que estavam ali me escutando se identificavam com o podcast. 

Mabê: Eu e a Carol estávamos viciadas em documentários de true crime! Tudo começou com o documentário Making a Murderer, que conta a história surreal de um homem preso injustamente por 18 anos, que processa o Estado e é preso de novo pouco tempo depois por um crime diferente. O documentário era cheio de reviravoltas. As pessoas ficaram obcecadas, e nós também. O gênero de true crime existe há muito tempo, mas parece que a partir daí foi um boom, e começaram a surgir mais documentários, séries, livros e podcasts. 

A gente não conhecia outras pessoas para falar sobre isso, daí em 2018 decidimos criar o podcast para falar sobre esses casos e docs que estavam surgindo. Nós demoramos muito para colocar o podcast no ar, ele só veio em janeiro de 2020.

Quais são algumas das maneiras pelas quais você tenta interagir com seus fãs, talvez usando o Spotify para ferramentas de podcaster, como enquetes e perguntas e respostas?

Natália: Eu gosto muito de trocar com os ouvintes pelas redes sociais. O Instagram é o que eu mais uso. Eu sempre divulgo a capa do episódio um dia antes para estimular a expectativa sobre o tema da semana. Outra ferramenta que tanto eu, como criadora, quanto os ouvintes, que acompanham o podcast, amamos é a caixa de perguntas do Spotify, que é uma ferramenta direcionada, que ajuda a pessoa a comentar o que ela achou sobre aquele episódio específico no próprio app, de forma mais fácil e rápida, o que aumenta a chance da pessoa fazer. Para mim também é encorajador ler como os episódios chegam. 

Mabê: Ao longo desses anos criamos uma comunidade muito forte. Consumimos diversos conteúdos e também temos outros gostos em comum. Interajo em lives, nos comentários, nessa troca toda com a comunidade que proporciona entender mais sobre a audiência . Também existem os eventos que participo, como palestras, eventos literários e de podcast, que são uma ótima oportunidade de interagir (com os fãs), e é ainda mais legal, porque é quando a gente tem o contato físico e vê a carinha das pessoas que nos ouvem.

Qual a parte mais desafiadora de ter um podcast? 

Mabé Bonafé and Carol Moreira

Natália:  Acho que para mim é a criatividade de pensar em novos temas toda semana. Tem épocas que flui mais fácil, em outras menos. Por ter um editor e uma design que cuidam das outras etapas do processo, a criação das pautas fica comigo. É a mais deliciosa, mas a mais desafiadora também. 

Mabê: O Modus Operandi é um podcast que exige uma pesquisa e cuidado no conteúdo que demanda tempo, organização e produção e isso por si só já é bem desafiador. Mas falando de podcasts no modo geral, acho que a parte mais difícil é acertar na organização para que os episódios sempre saiam corretamente. Cada episódio tem roteiro, tem arte, tem tempo para gravação, tempo para edição, tempo para revisão, tempo para ajustar e tudo isso precisa atender uma logística que garanta que ele saia na frequência desejada.

Qual a parte mais gratificante de ter um podcast? 

Natália: Acho que uma das coisas que eu mais digo é que eu não tenho controle nenhum de quem vai ficar, mas ela ficam. Você cria uma comunidade de verdade. Eu sou muito grata aos meus ouvintes porque essa é a magia do podcast, desde o primeiro dia eu senti que não estava sozinha. Isso foi me curando e me dando sentido.

Mabê: Produzir um podcast é basicamente se tornar a trilha sonora de muitos momentos da vida das pessoas, então creio que essa parte é incrível! A quantidade de vezes que as pessoas dizem que somos a companhia delas no trajeto para a escola ou trabalho, ou que somos o fator motivador para que limpem suas casas! Acho que ajudamos a manter as casas mais limpas, então! Hahaha Mas falando sério, no caso do Modus, creio que jogar luz sobre muitos casos onde as vítimas se tornaram apenas uma nota de rodapé na história ou que o crime foi noticiado através de um viés preconceituoso ou sensacionalista e conseguir repensar os nossos comportamentos enquanto sociedade é gratificante.

Por que você está animado para se reunir com seus fãs no Festival de Podcasts do Spotify?

Natália: Sem dúvida é a oportunidade de ver pessoas de todo o Brasil que acompanham seu trabalho, torcem por você, e estão ali para contar como o podcast que você criou faz parte da vida delas. Gravar é um momento solitário na maior parte do tempo, você nunca sabe como vai chegar nas pessoas, mas em momentos como esse você percebe a magia que acontece quando liga o microfone.

Mabê: O podcast é uma atividade meio solitária, estamos lá gravando só nós duas em um estúdio, então quando encontramos uma galera que consome fisicamente já dá uma sensação muito gostosa desse contato direto, é sempre bom ouvir a história de cada um e sua relação com o que produzimos. Tô muito ansiosa pra esse encontro!

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